Cartas de Julho (8)

 Foto cedida por Magno Herrera - Fotografias

Alguns amigos espirituais interessados em se fazer ouvir. 


Aqui estão eles:


Nós sempre gostamos de viajar.

Era nosso momento mágico, onde podíamos ser tudo o que quiséssemos. Descobrindo lugares, descobrindo sabores e averiguando se nosso estilo de vida nos satisfazia mesmo ou não.

Eu nunca soube a razão pela qual algumas pessoas gostam tanto de ficar em casa. Até aquele momento...

Tudo me sugeria que as coisas haviam mudado tanto porque as dores eram deveras insuportáveis. Eu e meu querido Alfredo não estávamos satisfeitos com nada e o sol de Toscana já não era dotado de uma luminosidade radiante.

Eu percebi que as pessoas tornaram-se hostis e inquietas. Muitas vezes apresentavam-se terrivelmente assustadoras e ansiei retornar para casa, mas meu companheiro parecia não me escutar como antes. Eu mesma não raciocinava direito. Conjecturava loucuras e gemia constantemente sem me dar conta que tudo aquilo era ilusório, quanta confusão.

A realidade se afastou de mim e eu não percebi o que, de fato acontecera em nossas vidas tão frágeis. Passou-se tanto tempo que quando me dei conta meus adorados sobrinhos, contando tenra idade, já eram avós. O tempo neste mundo corre e não podemos mensurar. É o que define a estagnação mental.

Nós ficamos presos ali naquela cidade por décadas. Estávamos sim no umbral e só enxergamos o que desejamos enxergar. O despertar meus irmãos foi terrível.

Eu me cansei de tudo, desejava retornar e ver os meus entes queridos, meus pais e meus irmãos adorados. Meu marido se afastou de mim e quando percebi estava sozinha perambulando por um local que se repetia muitas vezes. Chorei estava cansada de peregrinar. Pedi a Deus para que pudesse reencontrar meus familiares e me percebi em casa, porém tudo estava mudado. As paredes não eram as mesmas e as pessoas também eram outras. Eu fiquei ali confusa e ouvi uma voz me afirmar:

- Tudo está certo! Deus sabe de todas as coisas filha.
Era ela. Minha mãe com o mesmo semblante de sempre. Tão lúcida e tão bondosa. Ela me abraçou e afagou os meus cabelos. Eu adormeci e quando acordei estava numa cama de hospital. Minha mãe não se afastou de mim e aos poucos foi me relatando o que se passou conosco. Eu confesso que no início senti medo dela e não acreditei porque achava que a morte era o fim e não o começo. Eu pensava que não havia nada além da morte e me deparei com tudo muito mais real.

Hoje eu sei que aquele acidente foi um desastre que poderia ser evitado se nós não tivéssemos bebido tanto. Sei também que nossa vida foi frívola e fútil porque só pensamos em diversão e em nós mesmos, nos nossos prazeres efêmeros.

É uma pena que eu tenha desperdiçado um tempo tão precioso.

Deveria ter feito algo em proveito do meu semelhante, dos meus familiares, nem sequer pensei em ser mãe porque achava que filhos poderiam castrar minha individualidade. Não me restou nada desta existência além dos preciosos afetos de meus pais e irmãos.

O Alfredo? Nunca mais o vi.

Sinto saudades eu o amei muito. Peço a Deus que seja possível vê-lo novamente e também que possa adquirir maturidade suficiente para quando chegar o momento do regresso na carne saber realizar as escolhas adequadas para meu progresso.

Que Deus abençoe a todos.
Catarina.
03/07/2016

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Foi tanta dor, tanta...

Um enjoo terrível e o vômito incontrolável que me tornaram um molambo completo. Eu sentia aquela forte sensação que me fazia tombar. Isso tudo não tirava de mim uma vontade inquietante de consumir a droga e, por isso, eu me aproximava deles.

Eu nunca pensei que poderia fazer mal a ninguém, nem dava tempo de pensar nisso. Eu percebi que toda vez que me aproximava eles pensavam como eu e até aqueles que tentavam parar, até eles, tratavam de cheirar logo. Eu também só queria sentir o lance, nem pensava em ninguém.

Era com tudo. Uma bituca que estava jogada no chão ou uma garrafa de cachaça. Tudo pra mim era lembrança, era prazer físico sabe?

Mas teve um dia que eles estavam cheirando tanto que todos estavam tombando até nós deste lado.

Era um grupo grande.

Perto de nós estavam uns quatro e eu achei bem estranho o fato de aqueles quatro não usarem nada, nem um fluido sequer. Eles ficavam só botando pilha, eles ficavam colocando coisa na cabeça. Falavam pros vivos cheirarem e também colocar na veia.

Nós aproveitamos retiramos deles tudo o que podíamos e aí eu ouvi um deles falarem que todos nós iríamos juntos pro mesmo buraco. Eles estavam tentando capturar a gente.

Eu fiquei com medo porque não sabia que isso podia acontecer, ser capturado, pra quê? Hoje eu sei que tudo pode acontecer deste lado. Eu corri muito e fiquei vendo coisas assombrosas porque estava muito louco mesmo.
Quando eu melhorei depois de uns dias eu percebi que tinha que ser diferente, mas como?

Olhei pro céu e tive angústia, medo, senti solidão.

Eu não tinha ninguém.

Sem perceber estava falando com Deus ou com Seus emissários porque um alguém me respondeu:

- E por que você não muda de vida?
Fiquei desesperado porque não vi ninguém só escutei a voz. Realmente eu senti paz, mas não tinha ninguém ali comigo e eu ouvi de novo:
- Você só enxerga o que quer ver. Existe um alguém preocupado com todo mundo meu rapaz. Vamos, você ainda pode ficar bem.
- Mas eu não vejo você – eu respondi pra voz.
-Então pense em Jesus que você verá.

Eu fiz o que ele pediu, lembrei do filme de Jesus que assistia na casa da minha avó no domingo de Páscoa. De repente um senhor apareceu pra mim. Todo vestido de branco ele estendeu a mão e eu toquei nele só que aí, nem lembro de mais nada.

Hoje estou reformado. Faz um ano e meio que não uso nada. Tô limpo! 

Foi difícil chegar até aqui porque a vontade é imensa, mas vamos em frente. Pretendo me esforçar ainda mais, estudar pra num futuro próximo trabalhar com os viciados. É muita gente que passa pelo o que eu passei. Difícil resgatar.

Não é porque se morre que se acaba e nem que se vira um santo.

Não é assim. Todo mundo continua sendo aquilo que sempre foi.

As aparências ficam mais claras e as máscaras caem. To em paz e desejo que todos fiquem em paz também um abraço. 
Marlon
03/07/2016

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É sempre primavera.
Um local abençoado por Deus.

Agradeço todos os dias pela chance de poder desfrutar de tanta paz e a misericórdia de contar com pessoas bondosas para me conduzir nesta nova realidade.

Eu não fiz nada que fosse absurdamente bom para ganhar este ingresso.

Acredito que tudo foi permitido pelo trabalho que desenvolvi junto às crianças.

Tive uma vida pacata, só estudei e trabalhei mais nada. Me casei ainda mocinha com um homem maravilhoso. O Antônio me cobria de afetos e fomos muito felizes no pouco tempo que estivemos juntos.

Eu sinto muito não ter podido estender a minha estadia junto dele. Todos nós temos compromissos.

Todos nós temos um tempo para nascer e um tempo para retornarmos para a verdadeira vida.

Eu fui evangélica e adquiri novos conceitos, mas o mais importante de todos eles foi a certeza de que Deus nos ama e de que devemos ser bons uns para com os outros. Fui educadora e adorava dar aulas para as crianças carentes.

Eles precisam de tudo, além de afeto e atenção. Precisam ser encaminhados como cidadãos de respeito. Eles precisam acreditar que têm oportunidade de crescer em intelectualidade e receber o trabalho que possibilite uma ascensão social que tanto otimizam.

Eu nunca pensei que minha vida era apenas ensinar o be-a-bá, eu ensinei com a preocupação de que eles poderiam crescer. Isso foi tudo pra mim. Eu sinto saudades e meu apelo está restrito a isso. Todos nós temos compromisso com o coletivo e com o social.

Não devemos achar que minha zona de conforto é o suficiente para minha felicidade. Eu sou feliz quando faço outros felizes e depende dos meus atos muitos podem se tornar pessoas melhores. Crer que todos juntos podem transformar o mundo e trabalhar para que isso, de fato, aconteça.

Eu almejei um mundo melhor e me esforcei dentro minhas limitações para que isso pudesse dar certo. Concretizei alguns sonhos que só se realizaram após ter passado para este lado, mas não faz mal eu contemplei da mesma forma.

Me emocionei muito quando a primeira escola de alvenaria foi construída. As crianças ficaram tão felizes. Tudo valeu a pena! Sempre vale. Acho que por isso estou aqui. Eu quis fazer parte de um mundo maravilhoso e estou nele.

Um grande abraço. 
Stephanie Janaína.
03/07/2016

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O mundo sempre será da forma como imaginamos.

Os olhos possuem vendas, é verdade. As pessoas só enxergam o que desejam ver como dizem nossos irmãos. Afirmando para nós que todos podem mudar quando necessitam de mudanças.

Não vale a pena sofrer, o que vale é o trabalho intenso.

Isso é o que nos direciona para um mundo adequado ao progresso e à sensatez.

A loucura ainda impera neste Planeta meus irmãos. Porque somos movidos por nossos propósitos egoístas.

Nossos compromissos mudam dependendo da nossa forma viciosa de enxergar nossas vontades.

O que eu quero sempre tem que vir em primeiro lugar? Enquanto não nos espelharmos em Jesus, enquanto não trabalharmos para nosso semelhante como Chico ou tantos outros, Madre Tereza. Enquanto não nos tornarmos pessoas conscientes de nossa participação na sociedade nada mudará.

Mas, não tardará o dia em que todos se cansarão destas vidas promiscuas. Se cansarão desta mesmice de sentimentos camuflados em bondade, mas que estão repletos de vaidade e egocentrismo.

Todos se cansarão e partirão para uma postura mais humana, mais decente.

Todos nós podemos ser melhores. E seremos a exemplo de tantos que já prosseguiram. Nós também iremos na marcha pelo progresso e pelo bem comum. Eu acredito que esta mudança está prestes a ocorrer porque em meio a tantas notícias detestáveis aparecem também atos humanos de solidariedade e paz.

Tentemos ver o irmão ao nosso lado e que Jesus nos inspire. 
Erasmo gurgel.

03/07/2016

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Nós somos todos iguais.
Foi difícil pra eu admitir que as pessoas têm sentimentos que são comuns. Confesso que fui preconceituosa, talvez ainda o seja.

Passei por inúmeras situações onde o que interessava era ser a protagonista. Tive sorte porque era dotada de uma beleza excepcional e isso fazia de mim um alguém que valorizasse as perfeições físicas. Odiava algumas pessoas que não se enquadravam na minha definição de beleza.

Sem nenhum motivo aparente eu apenas os repelia. Perdi muito com isso.

Hoje vejo o mundo tão diferente.

Acredito que os inteligentes são aqueles que aproveitam o tempo da encarnação para obter conhecimentos. São os que procuram se aprimorar. São todos aqueles que observam o mundo e as pessoas sem as suas máscaras.

São aqueles que aprendem a conviver com todo o Universo e se enxergam fazendo parte da totalidade. As pessoas que conseguem notar que são apenas uma pequenina parte do todo; estas evoluem.

As pessoas que valorizam o que é realmente importante conseguem passar para a próxima fase sem tanto sofrimento e deslumbram a evolução. Mas pra mim não foi assim porque eu não tinha tempo para pensar nisso. Eu pensava em grifes e em como meus criados eram insignificantes. Tive um desencarne difícil porque não aceitei me separar do meu corpo adorado. Quando isso aconteceu porque meus avós oraram deveras por mim, obtive a permissão de ser socorrida por uma criada que cuidou de mim na infância.

Ana era seu nome, uma negra de olhos brilhantes. Depois de todo aquele sofrimento me aparece a Ana estendendo a mão, toda vestida de branco com um grupo de pessoas maravilhosamente belas. O que eu podia fazer? Toda suja, feia, horrorosa mesmo...

Acho que eu transparecia toda a coisa feia do meu Espírito. Não tinha nada de belo numa pessoa que tem tanto preconceito e entendam que eu cometi injúrias muito grosseiras com todos que não se encaixaram nos meus padrões.

Hoje eu aguardo por uma nova oportunidade onde irei renascer como uma mulher negra, como a Ana. Numa família sem posses que possa me ensinar o que é importante.

Eu sentirei na pele o que tanto critiquei. Vivenciando o que for necessário para meu ajuste moral. Tenho medo, estou insegura, mas é necessário. Nenhum de nós foge do reajuste, nem da evolução.

Raquel
17/07/2016

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Quando abri os olhos eles estavam todos ali bem junto de mim.

Eu pedi tanto que foi concedido.

Para aquele que acredita sempre existem as oportunidades. Como é difícil sentir saudades. Meu esposo Júlio e minhas filhas, Sara e Luíza desencarnaram quando as meninas retornavam da escola.

Foi rápido e segundo as autoridades eles nem sofreram, mas eu nem sequer pude acreditar quando me disseram. Como foi difícil.

Eu senti morrer, definhar porque eles eram tudo o que eu tinha. Nada mais importava em minha vida porque eu vivia pra eles. E quando num acidente idiota eu perdi toda a minha família eu não tive mais motivos para viver. A mente é coisa frágil que num momento comanda tudo e de repente se perde de nós.

Eu não falei com ninguém, eu não tive forças para me mover, nem nada. Meus pais fizeram um esforço danado para me ajudarem, mas não havia saída pra mim. É quando aparecem os maus pensamentos... Hoje eu sei que toda espécie de Espíritos malvados tentam perturbar ainda mais quem já está perturbado.

Cai o padrão do pensamento e já não é mais você quem controla, são eles.

Passei a ter pensamentos suicidas constantes. Tudo daria certo pra eles se não fosse Deus em minha vida. Minha mãe cuidou de mim e um dia resolveu me levar à igreja. Fui carregada porque não conseguia andar. A tristeza era tanta que não comandava meus movimentos. Naquele dia o pastor falou comigo. Eu sinto em minha alma que Deus estava do meu lado e que tudo se reestabeleceria em minha vida pela Sua vontade.

Hoje eu sei que foi toda a energia dos abnegados Espíritos de Deus que me fortaleceram a caminhada. Saí de lá andando, me esforcei por mim, pelos meus pais e passei a trabalhar na obra do Senhor.

Mas tudo tem um fim e um começo. Quando após cinco anos eu contraí um câncer e desencarnei pude reencontrá-los. Não pensem que falar de morte é errado porque não é. Devemos estar preparados para as coisas naturais da vida. Se estivermos tranquilos quanto aos desígnios divinos poderemos aceitar com mais facilidade todas as Suas imposições para nossas vidas, sem mágoas ou inquietações porque sempre nos ocorre o melhor.

A morte não é o fim, apenas uma transição para a verdadeira realidade. Muito se engana aquele que acredita ter a verdade absoluta, existem muitas questões ainda para serem desvendadas.

Sejamos mais humildes dentro de nossa total ignorância porque só Deus sabe o que é importante para nós.

Cleide
17/07/2016

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Nós somos seres divinos.
Alguns ainda tão confusos, outros já esplendorosos, no geral surpreendentes. Passei toda minha existência no desvendar dos pensamentos humanos.

Admiro até o mais tolo dos homens. Muitos dos que se dizem ignorantes são dotados de um raciocínio lógico e minucioso.

Percebo que muitos de nós sem dúvida ainda não perceberam como utilizar a maior parte desta fonte criadora que é o pensamento, se assim fosse não estaríamos tão doentes, não teríamos tantas necessidade frívolas, poderíamos nos ater em questões mais diversas e amplas ligadas ao coletivo e ao Universo de forma geral, mas a maioria delas está ligada ao eu.

É uma pena.

Sabemos que em algum momento as pessoas deste Planeta devem mudar ainda mais tendo como base geral todas as crianças que estão nascendo naturalmente mais avançadas. Avanços ligados ao cognitivo e ao instintivo. Elas sabem captar o pensamento ao seu redor e providenciam uma resposta adequada ao ser que se aproximou dela.

Sabem se comprometer com o coletivo e observam o todo mais do que o individual. Aqueles que observam e que convivem com elas conseguem um avanço formidável. Se não procurarmos avançar estejamos certos de que muitos se perderão nos pensamentos que passarão a ser cada vez mais intensos.
Estimulados pelas formas lógicas de raciocínio que estão ligados aos meios de telecomunicações. Mais meditação, menos ruídos.

Tolerância e observação infantil para que possamos caminhar todos juntos rumo ao progresso.

Cintia
17/07/2016

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Eu não estou pronta para me separar da minha vida.

Mas não existia nada a fazer. Eu comecei a pedir pra Deus me tirar dali, de todo aquele pesar. A doença progrediu tanto que eu sentia um cheiro de podre que saia de dentro de mim.

Tinha vergonha de ver meus amigos. Não gostava que sentissem pena. Eu não queria estar ali. Eles choravam e eu queria gritar porque eu não ligava pra aquela bobagem de visitas que me faziam sentir pior ainda. Por que as pessoas são assim? Elas se esforçam pra visitar quem está tão mal, mas não ligam pra quem está bem.

Quando eu estava bem muitas vezes queria falar do que eu pensava e nunca tinha ninguém pra me ouvir. Depois que eu adoeci parecia que eles me visitavam pra se certificarem que eu estava ruim mesmo. Eu não gostei.

Chorava sempre, sozinha.

Sempre estava sozinha. Porque com minha cara feia as pessoas se afastavam, mas vê se é bom ficar jogada na cama o tempo todo.

Tudo tem explicação deste lado e quando eu cheguei aqui minha tutora me disse que eu devia depurar. Eu não sabia o que era depurar e nem o que era tutora. Estava numa cama de hospital igual ao hospital que eu fiquei quase no finzinho da doença. A moça chegou perto de mim e passou a cuidar pra que eu ficasse bem e eu fiquei bem rápido, nem entendi até que ela me falou tudo. Tutora é o mesmo que mentora ou amiga espiritual e ela já cuidava de mim quando eu estava encarnada. Daí ela me falou que eu havia desencarnado e eu teria morrido do coração se pudesse. O fato é que eu já havia perdido meu corpo por causa do câncer, então tive que me conformar, dezesseis anos, é mole? Minha tutora disse que precisava depurar, ou seja, me livrar de coisas ruins, melhorar e eu acho que só fiquei mais revoltada. Não sei se foi uma boa pra mim essa tal leucemia. Eu aprendi que todos nós fazemos da vida o que achamos correto.

Alguns aproveitam bem as oportunidades que têm e conseguem mesmo depurar o Espírito, evoluem com as experiências, sejam boas ou ruins. Outros são ingratos e seja o que for, ficam revoltados, não aprendem e têm que começar tudo de novo até chegar o momento onde percebe todas as coisas belas que têm.

Eu estou neste processo tentando enxergar as coisas belas.

Torçam por mim.
Isabela.

17/07/2016

Um comentário:

  1. O relato de Catarina me fez pensar na importância das nossas escolhas... Minha mãe sempre dizia que devemos pensar primeiro e agir depois! Inebriados pelas comodidades materiais, muitos de nós agem sem pensar.

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